Artigo: Um até logo ao mês Amarelo

27 set 2017

Artigo da psicóloga Bruna Santos*

Há aproximadamente três anos vivenciamos o Setembro Amarelo no Brasil, mês de campanha mundial de prevenção ao suicídio. Assim como outros temas sobre saúde mental, muitas pessoas ainda possuem algum receio em discutirem sobre suicídio.  Entretanto, esta temática é importante e deve ganhar um espaço de debate, em nossas casas, escolas, ruas, mídias digitais, etc.

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O luto do sentimento

Tendo em vista que as pessoas possuem receio de encarar esse assunto como algo próximo e que pode também ser vivido em sua realidade, precisamos compreender que o sofrimento é algo próprio do ser humano. Ou seja, todos nós ao longo da nossa existência iremos enfrentar o sofrimento. Porém, existem pessoas que conseguem elaborar questões emocionais com mais “facilidade”. No entanto, outro grupo não possui a mesma facilidade e acaba vivendo o luto daquele sentimento por um tempo maior.

Essas pessoas muitas vezes são menosprezadas e até acabam se tornando motivo de chacotas no meio familiar, ou no ciclo de amigos. Desse modo, muitas vezes não oferecemos a importância adequada ao sofrimento exposto à pessoa e, simplesmente, nos afastamos, pois muitas vezes não é agradável estar em sua companhia.

Vazio desesperador

O ato final acontece em alguns casos pelo desconhecimento das pessoas sobre as causas do suicídio e também sobre os tratamentos que podem ser recorridos para evitar que ele aconteça. Essa dificuldade não surge apenas por parte dos familiares e amigos ao perceberem os sinais da vítima, mas muitas vezes ele próprio não compreende que está precisando de ajuda e sozinho acaba se lançando em um vazio desesperador.

Psicóloga Bruna Santos
Psicóloga Bruna Santos

O silêncio pode ser um inimigo

Portanto, é preciso falar sobre suicídio abertamente, numa perspectiva que muitos casos podem ser prevenidos sendo destinado à atenção e os cuidados necessários. O silêncio nesses casos pode ser um inimigo. Não desconsidere um anúncio de suicídio, ele deve ser levado a sério. A morte nesses casos surge como opção “salvadora” para o sofrimento. Se você enfrenta essa realidade e/ou deseja saber um pouco mais sobre esse tema, procure um profissional de saúde mental, ele pode esclarecer as suas dúvidas sobre essa e outras temáticas.

Chegamos ao finalzinho do mês amarelo, destaco que o alerta não acaba junto ao mês, precisamos sempre desse reencontro, unindo forças contra o suicídio e a favor da vida.  Sendo assim, não dou adeus ao setembro amarelo, mas um: Até logo!

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Serviço:

*Bruna Santos – Psicóloga CRP 02/18952

Renove – Escolha Perfeita em Saúde e Beleza

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